“Morte de frango assusta vegetarianos no interior de São Paulo”, e em qualquer lugar.

16 02 2009

Ou você torce o pescoço até quebrá-lo, ou desliza sobre ele uma faca pré-afiada até que escorra sangue o suficiente para deixar as asas imóveis. Para quem come, mas não mata, eis a lição.

Frangos são aves adoráveis. Comem sementes e insetos e vivem geralmente inerentes à uma paisagem bucólica. No campo, na terra batida. Alguns dizem que sua massa coporal e formato peculiar foram feitos especificamente para alimentar o homem. Pensando bem, faz sentido. Pense bem. Uma bolinha de carne branca. Faz sentido.

 

No entanto, entre outros tantos, existe o movimento vegetariano que condena a presença de células mortas dentro do organismo vivo do ser humano. Se são células vegetais mortas, não há impedimento. Mas, sobre as animais, existem até argumentos que aterrisam sobre o campo do cenário econômico mundial. Ouvi histórias que apontavam a criação de gado bovino como um dos maiores fatores contribuintes para o aquecimento global. Dentro das explicações que dão base à essa história, estavam os gases expelidos pelo boi enquanto rumina o mato. Não sei, não apurei. Mas isso me parece pura estória. Mas, mesmo assim, fui adiante. Cheguei à conclusão de que o fato de o ser humano consumir carne bovina contribuir para o aquecimento do globo terrestre só pode ser fundamentado na seguinte ocasião: os bois ocupam o espaço da floresta. Provocam o desmatamento. Simples e bem óbvio. Ta aí o tal do campo econômico. Se dependesse dos vegetarianos ortodoxos, toda a área desmatada pelos fazendeiros latifundiários do Brasil seriam reservadas para as florestas tropicais. E a soja seria plantada em menor quantidade. Apenas para os humanos, e não para os animais ruminantes dos pastos estadounidenses.

Deixo esse pensamento em aberto. Voltando aos frangos. As pessoas consomem, mas não matam. Em prol do vegetarianismo, deixo o desafio lançado. Se os consumidores fossem obrigados – por decreto regulamentado – a matar para comer carne, é certo que o consumo iria cair quase que por completo. Isto é um protesto aos consumidores da carne de qualquer espécie animal. Tente assistir ao processo que coloca em seu prato aquela fatia de carne pronta para ser engolida. Depois disso, coma à vontade.

 

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E, se você come frango, a receita é a seguinte: siga ao pé da letra uma das opções oferecidas pela primeira frase deste post. Depois, quando as asas estiverem imóveis, jogue sobre o frango água fervente. Isso abrirá os poros e deixará as penas mais fáceis de serem arrancadas. Arranque-as.

 

 

O quarto passo consiste em salpicar a pele do frango na chama de um fogão, para acabar com as irregularidades deixadas pelas penas. Depois disso, limpe o frango. Preserve a moela e o coração, eles são comestíveis. Alguns utilizam o sangue para fazer o molho, com bastante tempero. Logo que decidir sua receita, termine com a limpeza dos órgãos e lave o frango com detergente ou sabão. Enxágue bem. Prepare e sirva. Ou aprenda a viver de folhas, grãos e derivados vegetais. Se não gostou da receita, evite ingerir proteína animal. Pois somente desta maneira elas são adquiridas.

 

 

Esse lavando o frango é meu avô, interiorano nato e matador experiente de frangos pelo Brasil.


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Uma resposta

14 06 2009
Lu

E aí, homem bárbaro?
Eu dei uma lida nos seus textos. Legal esse blog aqui viu, vc propôs algo interessante.
E eu vou falar, sou chata pra caralho mesmo, a criação de gado é responsável por 18% do aquecimento global, e é por conta do “pum” que eles soltam, é o gás metano, produzido durante a digestão do boizinho, junto do nitrogênio emitido pelo esterco, vulga bosta de boi. =) (Destrói a camada de ozônio, mais do que os meios de transporte!!! Hehe)
Aléém disso, os pastos ocupam 30% da superficie terrestre do globo, cabeça.. Eee… também “disputam” água potavel com a gente, seres humanóides. E tem também o que você já escreveu aí, o desmatamento das florestas, produção de soja, etc.
Ah, tem tanta coisa, mas deixo isso dae.
Beijo pra vc, garotão.. Até.

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