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	<title>juventude fugitiva, filhóte!</title>
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	<description>Bruno Abbud, 25 anos, é o proprietário dos caracteres virtualmente carimbados nesta página. Iniciou sua carreira jornalística como escuta da madrugada na Rede Bandeirantes de televisão. Em 2010, formou-se no Curso Abril de Jornalismo e passou a integrar a redação do site da revista Veja. Um ano antes, escreveu seu primeiro livro. Em 2011, prepara uma surpresa de cuja forma, métodos e conteúdo ele apenas desconfia</description>
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		<title>juventude fugitiva, filhóte!</title>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (fim)</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 23:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2012/01/foto_a00621.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-570" title="Foto_A0062" src="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2012/01/foto_a00621.jpg?w=590&#038;h=442" alt="" width="590" height="442" /></a></p>
<p>Estou em Paraty, num albergue maluco chamado Che Lagarto. Acordei cedo em Martim de Sá, por volta das 6 horas, saí logo ligeiro pelo caminho da praia, atravessei aquela ponte em formato de flexa, agora cimentada com perfeição, e dei de cara com um mar pós-ressaca, rugindo sem intervalos. Dobrei os olhos em todas as direções em busca do Pedro Henrique, homenzinho cheio de marra, que com certeza sairia igualmente ligeiro com sua lanchinha só para tentar fugir da possibilidade de me dar uma carona. Ele não estava lá, era preciso esperar. Esperar que nada. As gorduchas que tinham chegado a Martim de Sá para o Dia das Mães já se arrastavam entre galhos e galhadas lá no meio da trilha, e com elas o caiçara que ia pilotar seu velho barco bate-bate até Paraty. Era a chance de me mandar dali.</p>
<p>Juntei minhas coisas e segui pela trilha com meu parceiro Tiago, maluco maluquíssimo do Rio de Janeiro, que abandonou seu quarto urbano de apartamento numa avenida na Tijuca, de frente para um enorme cartaz publicitário cujas luzes se apagam às 4 horas da madrugada e bem sobre o barulho truculento dos ônibus municipais, para mergulhar numa sala de aula no vilarejo do Pouso da Cajaíba, como professor, e ensinar todas as disciplinas fundamentais aos cidadãos que nada sabem, como se tivesse mais sucesso lecionando português e matemática do que se discursasse com primor sobre nhames, abóboras orgânicas, agroflorestas e espiritualidade, assuntos que lhe transformam num verdadeiro mestre autodidata. Tiago preparou com singular habilidade a feijoada vegetariana que nos alimentou durante o fim de semana e que, no fim da trilha que fazíamos agora, ansioso para encontrar as gorduchas ainda estiradas nas areias de Pouso da Cajaíba, senti cada nhame e chuchu, cada naco maciço de batata-doce-cenoura (uma espécie alaranjada), cada feijão azuki se expandir dentro da minha barriga, que se contraía no limite, e quase faço tudo nas calças. Parei para respirar e rezar, rezar para aquela sensação voltar mais tarde, quando eu tiver uma boa oportunidade. Foi quando ouvi o bate-bate do barco das gorduchas estalar no horizonte, sentido mar aberto. Foi-se embora minha carona.</p>
<p>Agora, cá estou eu em Paraty. Atravessei o centro histórico rumo à periferia cheia de histórias, bati na porta de Seu Maneco e peguei de volta meus três dias em dinheiro vivo, por ter saído de Martim de Sá hoje, segunda-feira, e não na quinta-feira prevista. Trinta reais divididos em uma nota de vinte e outra de dez, novas em folha. Almocei numa lanchonete &#8220;a la Mc&#8217;Donald&#8217;s&#8221;, lembrei que a civilização existe e que às vezes é boa. Dali parti diretamente para uma sorveteria que vendia sorvete feito com uma fruta chinesa não identificada. Escolhi ela, manga e ferreiro rocher. E depois de ter saído de Pouso da Cajaíba num barco alugado pela prefeitura de Paraty para transportar professores às escolas de vilarejos distantes, cujo dono, Telmo, topou levar-me sem problemas, e depois de ter feito um pit-stop na Ponta da Joatinga, aproveitado os pés-de-pato de Telmo para estrear meus óculos de mergulho de R$ 29,90 naquelas profundezas azul-turqueza, cheguei à antes desconhecida por mim Praia Grande, vilarejo a dez quilômetros de Paraty, e, com Waldemar, um negro magrelo que foi a Joatinga consertar os encanamentos da única escola, montei na caçamba de um caminhão e voei os dez quilômetros com poeira de cimento nos olhos, porque aquela caçamba só carregava cimento e areia, e pulei na rua de paralelepípedos da rodoviária. Dali fui andando leve e sonolento até o hostel Che Lagarto.</p>
<p>Cá estou eu cercado de gringos que devoram asas de frango e linguiças rosadas de porco neste magnífico churrasco de albergue, mais conhecido como &#8220;the night of the barbecue&#8221;, como anunciam as letras garrafais estampadas na lousa verde.</p>
<p>Oras, cá estou eu novamente, minutos depois, como um legítimo Jack Kerouac cansado, mas também animado, animado. Só língua inglesa ao meu redor. Maluco de conversa boa, com os olhos ardendo de &#8220;graudualidade&#8221;, ouvindo Bob Marley gritar &amp; berrar em bom tom e lutando para decifrar as entranhas maiúsculas dessa nova liberdade.</p>
<p><em>Observação: Escrevi a série &#8220;Diário de viagem em Paraty&#8221; durante poucos e curtos quinze dias, quase isso, que marcaram o fim das minhas primeiras férias na Veja. A óbvia inspiração dos registros está na obra de Jack Kerouac, escritor norte-americano de Lowell, Massachussets, cujos livros fiz questão de carregar e devorar durante toda a viagem. O fim da série de textos dá início à surpresa anunciada no subtítulo deste blog. Informo aqui, neste rodapé tímido e quase despercebido, que estou a caminho da Austrália, onde devo morar por algum tempo. E isso significa que este mísero espaço sem qualquer audiência relevante volta a ter rotatividade plena. Saudações, Bruno Abbud</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/566/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/566/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/566/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=566&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (8)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 02:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda é sábado, quase ou depois do meio-dia, horas após minha extensa-demais queixa de solidão. O rapaz que apareceu aqui em Martim de Sá na última quinta-feira, com uma prancha embaixo do braço, voltou hoje, como havia prometido. Antes dele, no instante em que eu olhava o mar, esperava a aparição de Seu Maneco por entre as ondas (a bordo daquele &#8220;bote voador&#8221;) e desenhava na cabeça o desenrolar dos meus próximos dias, uma mulher morena, aparentemente magra e estranhamente solitária surgiu de trás da cabana de barcos, e veio em minha direção, caminhando lentamente. Eu já não podia reclamar da solidão.</p>
<p>Estou no canto esquerdo da praia (o meu preferido). Ela passa por mim, dá &#8220;oi&#8221; e estende uma canga sob o sol escasso, aos pés do lago formado pelas águas que descem do alto do morro. Levanto, fumo um cigarro e subo até o banheiro, a 200 metros, para aliviar os intestinos. Dou de cara, na saída do pequeno banheiro de paredes mal conservadas, com o rapaz da prancha, muito simpático ao avisar que trouxe em sua bagagem uma pá de ingredientes para cozinhar uma baita feijoada vegetariana. Digo que tenho arroz. Ele e a garota da praia são amigos, professores em Pouso da Cajaíba e na Ponta da Joatinga, respectivamente. Combinada a feijoada, vamos à praia.</p>
<p>Como já disse Seu Maneco, &#8220;hoje o sol está com preguiça de sair&#8221;. Vou buscá-lo, tão logo, na histórica cidade de Paraty.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/563/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/563/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/563/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=563&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (7)</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 00:26:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sete de maio de 2011. Baixíssima temporada nestes lados úmidos do Rio de Janeiro. Que ócio! São quase nove horas da manhã. Inaugurei minha geleia de amora  - e ainda falta comer muito para que o peso da bagagem desapareça. Aguardo ansioso pela chegada de Seu Maneco, que está em Paraty, há três dias dando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=559&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sete de maio de 2011. Baixíssima temporada nestes lados úmidos do Rio de Janeiro. Que ócio! São quase nove horas da manhã. Inaugurei minha geleia de amora  - e ainda falta comer muito para que o peso da bagagem desapareça. Aguardo ansioso pela chegada de Seu Maneco, que está em Paraty, há três dias dando um jeito no casco podre do barco que adquiriu por 25 mil reais. Vou pedir ao velho caiçara que me devolva a metade do dinheiro que lhe dei como adiantamento de dez dias de hospedagem no camping. Pretendo ir a Pouso da Cajaíba amanhã, domingo, e por lá ficar até segunda-feira, dia em que há barcos para Paraty. Cheguei na terça-feira, 3. Vou pagar por seis dias de camping, o que dá 60 reais. Por isso, Seu Maneco terá de me devolver 40 reais &#8211; espero que ele não arranje desculpas.</p>
<p>Que ócio é ficar aqui por mais de três dias quando se está só. Talvez eu telefone para meu irmão e o questione sobre as condições e a localidade exata de uma pousada barata em Ubatuba, para dar sequência à viagem. Talvez eu volte para abraçar minha mãe, beijar a Karine e visitar todos os shoppings, lojas, cinemas e templos da civilização moderna afogada em tecnologias mil. As ondas estão pequenas em Martim de Sá. Bruno, neto de Seu Maneco, avisou que, hoje ou amanhã, seu tio acionará o motor de um bote voador sentido Paraty. Lá, o homem fica e Seu Maneco volta. Seria razoável aproveitar a carona, mas temo pela minha grana: e se o velho caiçara estiver sem minhas notas? Eu preciso delas.</p>
<p>Oh céus, oh vida! Como é duro não ter o que fazer sem companhia. Fazer nada em dupla, que seja, é muito, muito melhor. Sozinho, agora, me falta a vontade necessária para caminhar até o poção, o encontro das águas, ou enfrentar a trilha à Sumaka. A aventura solitária de ontem, pelas cachoeiras, me surpreendeu. Sozinho, aqui, eu apenas costumo andar na praia e pegar a trilha para Pouso da Cajaíba. A vida é dura na solidão. Uma impaciência terrível explode em centelhas de desespero dentro de mim, mas não tão grave assim. É um desespero suave. Uma saudade constante de tudo. Se há alguns minutos eu estava num canto da praia descascando uma laranja, feliz e contente, e agora repouso no canto oposto da faixa de areia, olho para aquele lugar e sinto falta do momento que vivi minutos antes, saudade de mim mesmo sentado na pedra, saudade da laranja, do ato de descascá-la, porque sei intrinsecamente que aquele foi um instante único, inédito, estéril. Nunca haverá outro igual. E a solidão potencializa esse apego fenomenal, gigantesco, assustador.</p>
<p><em>Obs: Tenho que ressaltar uma coisa aos leitores desta página: as mais recentes publicações do Diário de Viagem em Paraty, admito, estão lamentavelmente melancólicas, melosas e, às vezes, me dão enjoo. Isso vai mudar nos próximos e últimos dois capítulos.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/559/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/559/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/559/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=559&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (6)</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 01:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segunda surpresa do dia: saltitando de pedra em pedra, seguindo o fluxo gelado e suave do rio, descobri um gigantesco tronco caído ─ enorme mesmo, uma ponte roliça, uma rampa de quase 20 metros de comprimento. Embaixo dela, uma magnânima queda d&#8217;água, não muito grande, não muito alta, mas forte o bastante para me fazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=556&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda surpresa do dia: saltitando de pedra em pedra, seguindo o fluxo gelado e suave do rio, descobri um gigantesco tronco caído ─ enorme mesmo, uma ponte roliça, uma rampa de quase 20 metros de comprimento. Embaixo dela, uma magnânima queda d&#8217;água, não muito grande, não muito alta, mas forte o bastante para me fazer crer que era preciso, necessário, chegar até lá para este desbravador sentir-se completo. Eu precisava alcançá-la, aquelas gotas violentas bem embaixo do meu nariz, a centímetros&#8230; Mas a geografia das pedras era complicada.</p>
<p>Coloquei na cabeça que aquilo era necessário ─ insisto. Lavaria minha alma, lançaria minha mente a léguas de distância da melancolia ocasionada intermitentemente pela saudade, pela solidão. Para atingir o objetivo, eu teria de descer, passo a passo, pelo enorme tronco, que estava aos fiapos, úmido e aparentemente podre, alcançar o lago, lançar-me nele e nadar contra a correnteza potente. Era um bom desafio. Eu tinha que superá-lo.</p>
<p>Comecei a imaginar. Cobras pequenas, médias, grandes, uma sucuri descomunal emergindo do fundo escuro e se enrolando no meu corpo, quebrando meus ossos, sem chance de socorro diante da mata solitária e ─ como disse João Ubaldo ─ da total indiferença dos acontecimentos naturais. Imaginei outros pânicos profundos, mas pulei naquele lago por impulso. E, por instinto (o de sobrevivência, no caso), nadei como um louco até a pedra que repousava imóvel, há pelo menos 1500 anos, atrás da queda.</p>
<p>Era muita água. Gelada. Gritei. Meti a cabeça na cortina cristalina e passei numerosos segundos berrando alto, com a certeza de que aquela era a sensação protagonizada por Kelly Slater, quando permanece dentro de um tubo tempo suficiente para que as pessoas dêem a onda como perdida, e de repente ele é cuspido para fora, como num tiro de canhão. Depois da queda d&#8217;água, congelante e renovadora, mergulhei em pequeninas cachoeiras sob o sol escaldante e estalante, sol das 10, 11 horas da manhã. Lavei as axilas, esfreguei as partes baixas, agarrei meu cinto, minha faca, calcei os chinelos azuis e corri pela trilha, de volta à praia. Eu queria me estirar na areia quente, naquela praia com sol forte e muita água salgada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/556/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/556/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/556/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=556&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (5)</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 04:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[cachoeiras]]></category>
		<category><![CDATA[diário de bordo]]></category>
		<category><![CDATA[paraty]]></category>
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		<description><![CDATA[Sexta-feira, 6 de maio de 2011. A primeira noite ao ar livre surpreendeu com o céu aberto, estrelas muito brilhantes. Fiquei sem camiseta embaixo do sereno, coisa suficiente para fazer-me sentir breves pontadas de dor na garganta. Comi pão com creme de avelãs, leite em pó misturado em água quente e bolachas de banana na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=550&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_551" class="wp-caption alignnone" style="width: 600px"><a href="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/10/foto_a0082.jpg"><img class="size-full wp-image-551" title="Foto_A0082" src="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/10/foto_a0082.jpg?w=590&#038;h=442" alt="" width="590" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">Parte larga da trilha, chão plano, macio e sob a sombra de bromélias gigantescas alojadas nas copas das árvores</p></div>
<p>Sexta-feira, 6 de maio de 2011. A primeira noite ao ar livre surpreendeu com o céu aberto, estrelas muito brilhantes. Fiquei sem camiseta embaixo do sereno, coisa suficiente para fazer-me sentir breves pontadas de dor na garganta. Comi pão com creme de avelãs, leite em pó misturado em água quente e bolachas de banana na cozinha. Hoje é o primeiro dia de sol extremo, céu azulíssimo, sem nuvens. Fui à praia, andei por sobre as pedras do canto direito, estiquei o corpo no sol. Aproveitei o calor para lavar minha bermuda xadrez e a camiseta listrada, ambas com sabonete. Penduradas no varal na frente da barraca, secaram nos magníficos raios solares em apenas 30 minutos. Essa foi a primeira surpresa do dia.</p>
<p>Depois, subi à casa de Dona Capitu, mãe de Seu Maneco, que tem 102 anos, ainda busca lenha na mata e costuma dizer que chaminé que não solta fumaça cedo é de casa que não tem comida. Ela jogava baralho com uma de suas incontáveis bisnetas, a chaminé já cuspia nuvens brancas pela manhã, e Dona Capitu cruzava as pernas de uma maneira que me fez imaginá-la mais jovem, apesar do rosto chupado, bochechas magras, resultado dos numerosos cigarros fumados por dia. Deixei o celular carregando na tomada da sua cozinha. Voltei à base.</p>
<p>A minha bermuda florida azul, a titular, um cinto que prendia a faca preta à cintura, e o par de chinelos azul marinho: assim parti na direção da trilha que leva às cachoeiras do Poção (fica bem, bem longe, disse a moça daqui), do Escorrega (é mais perto, mas não chegaria a encontrá-la) e outras menores, sem nome. Poucos minutos depois das 9h, segui firme para o desconhecido. Memorizei o local exato de troncos atravessados na trilha estreita e algumas pequenas grutas no caminho ─ eram pontos que eu não deveria esquecer, sob o risco de perder-me para sempre na selva. Para não acabar num fim tão trágico, risquei algumas árvores e, em outros pontos, espetei a faca no caminho, a deixei por lá e segui em frente. Eu não queria perder a faca. Nem o trajeto de volta para a barraca.</p>
<p>Depois de muito rodar, descendo e subindo ribanceiras bifurcadas, infiltrado numa floresta densa, verde, úmida e imensamente mágica, cheia de sons e cores, cheia de cheiros e paisagens hipnóticas, decidi desistir de buscar o caminho da queda do Escorrega. Voltei ao enorme rio que cruza a mata (ponto primordial demarcado em meu mapa mental) para dar um mergulho. A segunda surpresa do dia estava por vir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/550/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/550/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/550/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=550&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (4)</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 01:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
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		<category><![CDATA[diário de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Não suporto mais usar os fatos do dia como o fio condutor desta narrativa. Vou apenas pontuá-los. Agora são 11 horas e qualquer coisa do dia 5 de maio de 2011, uma quinta-feira, e o sol brilha forte. Estou em Pouso da Cajaíba, imerso na tentativa de lembrar o que aconteceu ontem. Cheguei à incrível conclusão de que não saí de São Paulo para me meter sob as telhas velhas da cozinha rústica e empoeirada do camping de Seu Maneco. Preciso me libertar, ir ao ar livre. Por isso, ainda ontem, dei uma breve volta pelo terreno do camping à procura de um novo lugar para instalar-me.</p>
<p>Revirei os rastros deixados pelos visitantes do último feriado, a Páscoa, quando ovos de chocolate embrulhados em plástico colorido ainda pipocavam pelas prateleiras dos supermercados de Paraty e do país inteiro. Velas queimadas jogadas no chão, troncos posicionados como bancos, rodas de conversa vazias, e, não poderia faltar, bitucas de maconha espalhadas pela areia. Encontrei um cigarro enorme enrolado em uma seda transparente, aos pés de um banquinho improvisado sobre a areia grossa.</p>
<p>Coisa que também me convenceu a deixar a cozinha foi, com muita certeza, a invasão de pequenas aranhas armadeiras que presenciei ontem. Matei mais de uma dezena a chineladas ─ embora isso tenha me despertado um imenso remorso que perdura até hoje. Percebi que seus corpos são frágeis como farelo. Espalhei-os pelas entradas principais de aranhas: as outras deveriam pensar duas vezes antes de invadir meu território. Na areia grossa, sob o sol e a lua, embaixo de sereno, ao sabor do bom vento do mar, onde julguei um bom lugar para instalar a barraca, não há aranhas. Mudo hoje, se não ameaçar chover.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/546/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/546/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/546/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/546/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/546/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/546/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/546/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/546/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/546/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/546/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/546/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/546/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/546/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/546/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=546&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (3)</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 02:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[barco]]></category>
		<category><![CDATA[diário de viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[sol]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordei inspirado naquele dia. Lembro de ter alcançado meu caderno sobre a mesa de madeira cheia de farpas, e anotado rapidamente: &#8220;Atividades ofertadas pela solidão: escrever, ler, preparar o almoço, o jantar, trilhas para cachoeiras, trilha para Sumaka, andar na praia, sentar na praia, nas pedras, bater papo com Seu Maneco, Dona Capitu ou outros, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=536&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_539" class="wp-caption alignnone" style="width: 600px"><a href="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/09/foto_a0089.jpg"><img class="size-full wp-image-539" title="Foto_A0089" src="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/09/foto_a0089.jpg?w=590&#038;h=442" alt="" width="590" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">Parte da trilha para Pouso da Cajaíba</p></div>
<p>Acordei inspirado naquele dia. Lembro de ter alcançado meu caderno sobre a mesa de madeira cheia de farpas, e anotado rapidamente:</p>
<p>&#8220;Atividades ofertadas pela solidão: escrever, ler, preparar o almoço, o jantar, trilhas para cachoeiras, trilha para Sumaka, andar na praia, sentar na praia, nas pedras, bater papo com Seu Maneco, Dona Capitu ou outros, fazer a trilha até o pico do telefone e telefonar, ir a Pouso da Cajaíba ver gente, beber, mergulhar, pegar jacarés em Martim de Sá, correr na praia, colher mandioca e fazer polvilho, lavar a louça, andar por aí&#8221;.</p>
<p>Pareciam ótimas as férias. E realmente eram. Sobre aquele segundo dia, registrei as seguintes palavras:</p>
<p>Quarta-feira, 4 de maio de 2011. Segundo dia. Minhas coxas dóem desde a caminhada de ontem, pela trilha até Pouso da Cajaíba. Dormi bem, acordei melhor ainda, sem dores nas costas. Esquentei água no fogareiro, misturei o leite em pó e bebi com Toddy. Comi duas fatias daquele pão de linhaça amassado com creme de avelãs. Lavei a louça e desci para a praia com o livro &#8220;Viajante Solitário&#8221;, de Jack Kerouac, embaixo do braço. Parece até que leio isso para tentar entender como é que se faz uma viagem sem a companhia de nada e ninguém. Serviu para inspirar-me, pelo menos por um breve momento. Os netos de Seu Maneco &#8211; dois moleques grandes e uma gangue de criancinhas, todas do mesmo tamanho &#8211; apareceram no canto da praia em que eu estava, deitado, sonhando. Vieram jogar futebol. Remontaram as traves que haviam sido derrubadas pela maré durante a madrugada e chutaram bola e areia por algum tempo, sob meus olhos e na companhia de dois cachorros: pipoca (é macho) e um viralata preto. Interrompi a leitura e voltei para a barraca. Montei um varal do lado de fora daquela cozinha cercada por grades de arame, pendurei calça, cueca e camiseta no sol.</p>
<p>Antes de descer até a praia, recebi a visita de Seu Maneco, durante o café da manhã. Ele me cobrou 100 reais por dez dias no camping. Tinha uma moça loira com um bebê no colo. Pedi para Seu Maneco carregar meu celular, subi com ele, enfiei o carregador numa tomada e voltei à cozinha para beber meu leite. Depois, peguei duas notas de cinquenta, coloquei-as dentro do livro de Kerouac e levei para Seu Maneco, que conversava com sua mulher, Dona Lorena, na casa dela, distante trinta metros da casa de Dona Capitu, e separada desta por  um campo de terra batida e uma castanheira gigantesca que produz uma enorme sombra que faz a alegria de gringos vermelhos que acampam por ali durante o verão. Descobri que, se eu quisesse, haveria almoço todos os dias. Dez reais. Descobri também que Seu Maneco é mais ambicioso do que parece. Peguei o livro vazio e fui à praia. Futebol, criançada, varal&#8230;</p>
<p>Mais tarde, caminhei até a cachoeira perto de onde eu acampara em novembro de 2008. Precisava lavar minha bermuda florida. Lavei. Mas não tive coragem suficiente para entrar na água gelada. Voltei à barraca. Preparei, com muito esforço, o fogão à lenha para comer um macarrão de copo. Comi, e percebi que os gatos daquela região só dão as caras no instante em que a comida fica pronta. Depois do banquete, descasquei e devorei uma laranja na praia. Nunca me senti tão só na vida. Soprei minha gaita, desta vez no outro canto da praia, e sua melodia gritante me fez chorar como um bebê. Curei o melodrama com um mergulho no mar mexido e gelado. Era o banho do dia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/536/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=536&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (2)</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 15:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[camping]]></category>
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		<description><![CDATA[Demoramos cerca de uma 1h30 para chegar. O mar movimentava-se um tanto bravo depois da Ponta da Joatinga. Algumas ondas formavam imensos degraus. O bote saltava no ar e despencava no vácuo, com o casco chapado na água. Mesmo com os trancos na coluna, Seu Maneco permanecia imóvel, sorrindo sem saber, com os olhos enevoados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=533&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_534" class="wp-caption alignnone" style="width: 600px"><a href="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/08/foto_a0070.jpg"><img class="size-full wp-image-534" title="Foto_A0070" src="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/08/foto_a0070.jpg?w=590&#038;h=442" alt="" width="590" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">Visão da mesa da mercearia em que se vende óleo, papel higiênico e outros mantimentos</p></div>
<p>Demoramos cerca de uma 1h30 para chegar. O mar movimentava-se um tanto bravo depois da Ponta da Joatinga. Algumas ondas formavam imensos degraus. O bote saltava no ar e despencava no vácuo, com o casco chapado na água. Mesmo com os trancos na coluna, Seu Maneco permanecia imóvel, sorrindo sem saber, com os olhos enevoados mirando o horizonte, uma mão no joelho direito e outra torcendo a manopla do motor potente. Não chequei o relógio, mas creio que os ponteiros apontavam para as 9h quando chegamos. Subi com Seu Maneco para tomarmos um doce café depois de carregarmos no braço a lancha até a areia. Recebemos a ajuda de dois netos gêmeos e de uma neta decotada demais para quem é crente. Depois do café, desci por entre as árvores e arbustos até a cozinha do camping, onde havia deixado minhas coisas e onde Seu Maneco sugeriu que eu montasse a barraca, para proteger-me da chuva. A ideia era boa. O chão é de cimento e há telhas intactas sobre mim. Mesmo assim, pretendo transferir-me para o ar livre daqui a uns dias.</p>
<p>Varri o chão, mudei as mesas de lugar e montei o cafofo. Tudo pronto, desci até a praia. Andei, comi umas bolachas, entrei sob a pedra do cogumelo. Sentei-me nos pés da castanheira. E fui atingido por um enorme aperto no coração. Saudade, saudade de tudo, senti, principalmente da Ká e de minha mãe. Não pergunte, não sei por quê. Sei apenas que me senti como uma criança angustiada com a ausência da mãe enquanto se vê sozinha na escola, num primeiro dia de aula. Cochilei na rede instalada entre as árvores, fumei um cigarro. Talvez a solidão não fosse tão boa num dia nublado. Talvez, eu esperasse encontrar ao menos uma alma viva nesta praia. Levantei para ir dormir na barraca. Estava cansado. Eram quase meio-dia. Acordei às 15h20, quase isso.</p>
<p>Arrumei algumas coisas e peguei a trilha. Eu precisava ir a Pouso comprar óleo e algum rolo de papel higiênico. Eu precisava ver gente. E eu precisava, sobretudo, atingir o ponto do morro onde celulares funcionam. Liguei para a Karine, tive vontade de chorar. Não posso render-me no primeiro dia e declarar-me um bebê chorão, nunca. Jamais. Desci correndo até Pouso depois da ligação. A moça da mercearia me deu um copo americano de água gelada, o óleo, o papel, e perguntou se eu estava hospedado em Martim de Sá. Aquele diálogo me confortou. As endorfinas também serviram para me acalmar. Depois das compras, com medo de que escurecesse rapidamente, segui direto para a trilha de volta. Falei com a Ká de novo, no mesmo e único estágio do caminho em que há sinal de celular. Entristeci mais uma vez, agredido pela saudade e um pouco por aquela desejada solidão. Corri para fugir desses pensamentos.</p>
<p>Estava novamente em Martim de Sá às 17h30, mais ou menos, pingando de suor. Aproveitei o calor do corpo e rumei diretamente para o banho gelado. Bebi daquela água mágica, que sai da mais alta cachoeira e corre pelos canos até o chuveiro. Coloquei meias, chinelos, uma cueca samba-canção e pendurei a toalha. Vesti calça e camiseta e preparei um macarrão com atum, alho e cebola no fogareiro. É noite. As densas nuvens que repousam no céu fazem com que essa seja uma noite completamente escura. Acendi duas velas e comi com os gatos famintos. A saudade brusca que senti à tarde está mais amena, um tanto amena. Vou apagar as velas e dormir, boa noite. Agora devem ser quase 20h ou 21h. O primeiro dia terminou.</p>
<p><em>*Em tempo: todos os capítulos do Diário de Viagem em Paraty, publicados aqui, foram transcritos de um caderno que percorreu comigo as mesmas trilhas na mata. As anotações, feitas com caneta Bic azul num papel amarelado durante a segunda quinzena de maio de 2011, ainda hoje guardam resquícios de areia e água salgada. Meus cálculos indicam que o diário renderá neste blog oito ou nove capítulos.</em></p>
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		<title>Diário de viagem em Paraty (1)</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 03:37:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[Outono de 2011. Estou numa hipnotizante península isolada em Paraty, no Rio de Janeiro. Estou em Martim de Sá, sozinho, parcialmente sozinho, na companhia apenas de insetos incontáveis e três gatos famintos. Saí de São Paulo ontem, dia 2 de maio, às 22 horas. Adentrei o ônibus da plataforma 32, na rodoviária Tietê, passei por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=527&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_530" class="wp-caption alignnone" style="width: 600px"><a href="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/08/dsc04727.jpg"><img class="size-full wp-image-530" title="DSC04727" src="http://juventudefugitiva.files.wordpress.com/2011/08/dsc04727.jpg?w=590&#038;h=442" alt="" width="590" height="442" /></a><p class="wp-caption-text">É este o caminho que leva à hipnotizante península isolada</p></div>
<p>Outono de 2011. Estou numa hipnotizante península isolada em Paraty, no Rio de Janeiro. Estou em Martim de Sá, sozinho, parcialmente sozinho, na companhia apenas de insetos incontáveis e três gatos famintos. Saí de São Paulo ontem, dia 2 de maio, às 22 horas. Adentrei o ônibus da plataforma 32, na rodoviária Tietê, passei por uma gringa bonita de rosto e feia de corpo, que apresentou um passaporte cor de vinho para o motorista e se acomodou duas poltronas à frente da minha. Eu sentava na 29, janela, disputando o apoio de cotovelo com um moreno de quarenta e poucos anos, meio gordo e com o bigode espesso e acinzentado, que assistia televisão pelo celular e parecia tratar-se como o centro do universo. Por volta das 3h17 de hoje, dia 3, desembarquei na minúscula e estilosa rodoviária de Paraty. O ônibus seguiu até Angra dos Reis, carregando a gringa, o bigode largo e o relativo conforto. Desceram dele seis pessoas. Permaneceram na rodoviária, cada um num banco, eu e uma coroa. Meia hora depois do desembarque, uma Space Fox prata chegou para buscar minha única companhia. Um velho de óculos com armações pretas e grossas desceu do carro. A coroa de cabelos curtos se levantou. Abraçaram-se e beijaram-se. Depois se foram, para algum lugar quente e confortável, imaginei no ato. Senti saudades imediatas da Karine, como ainda sinto neste primeiro dia.</p>
<p>Às três da madrugada, a rodoviária em Paraty é um cenário desértico de filme de terror. De boné e jaqueta preta, meu único companheiro distante é um vigilante sentado numa cadeira branca rodeada por cachorros do outro lado da rua. Começa a chover fino. Abro meu canivete e o seguro com a mão direita por dentro do bolso do casaco. Amontôo minha bagagem no banco e no chão, deito sobre ela e atiço os ouvidos. Os primeiros habitantes noturnos daquela rodoviária aparecem: uma matilha de cachorros de rua com feições de labradores. Acho até que são realmente labradores. Sinto-me menos vulnerável. Depois dos sarnentos, surgem os mendigos, e com eles o instinto que me obriga a ficar em pé. Logo sossego. Os homens sujos apenas caçam cigarros no chão. Às 4 horas, viaturas da polícia e taxistas sonolentos trafegam pelas redondezas apavorantemente silenciosas. Às cinco horas, trabalhadores começam a surgir dos becos escuros, bocejantes, e caminham para entrar nos ônibus que, nesse horário, tomaram o lugar daqueles outros carros. Alguns dos ônibus levam crianças para estudar em Volta Redonda. Outros transportam empregados até o milionário condomínio de casas luxuosas chamado Laranjeiras. Às seis da manhã, entro no táxi do Trinca, um coroa gordo, de cabelos brancos raspados, óculos, e sem um braço. Dei 20 reais para ele me carregar à Ilha das Cobras, um cais onde mais barcos saem com mais frequência para Pouso da Cajaíba e Martim de Sá do que no porto oficial repleto de escunas e iates. Neste dia, que conto agora e que agora se torna &#8220;aquele dia&#8221;, lembro que larguei as malas num chão de terra batida. Tive a sorte de encontrar Seu Maneco, que por sinal possui uma casa de portão azul bem ali. Ele me cobrou 50 reais pela carona na voadeira até Martim de Sá.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/527/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/527/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/527/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=527&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Novidades iminentes</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 21:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Abbud</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comunico-vos, aliás&#8230; Comunico-nos uma fabulosa novidade. Neste mês de agosto de 2011, decidi eu mais meus pensamentos inspirados que este espaço merece mais atenção. Escrever é bom. Tenho um diário de viagens produzido nas minhas últimas férias em Paraty, Rio de Janeiro. Dêem-me um tempo, e colocarei aqui as anotações psicografadas por mim à la [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=524&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comunico-vos, aliás&#8230; Comunico-nos uma fabulosa novidade. Neste mês de agosto de 2011, decidi eu mais meus pensamentos inspirados que este espaço merece mais atenção. Escrever é bom. Tenho um diário de viagens produzido nas minhas últimas férias em Paraty, Rio de Janeiro. Dêem-me um tempo, e colocarei aqui as anotações psicografadas por mim à la Jack Kerouac. Outras tantas escritas à la mim mesmo aqui também serão publicadas. Salve, salve ─ e boa noite.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/juventudefugitiva.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/juventudefugitiva.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/juventudefugitiva.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/juventudefugitiva.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/juventudefugitiva.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/juventudefugitiva.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/juventudefugitiva.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/juventudefugitiva.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/juventudefugitiva.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/juventudefugitiva.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/juventudefugitiva.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/juventudefugitiva.wordpress.com/524/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/juventudefugitiva.wordpress.com/524/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/juventudefugitiva.wordpress.com/524/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=juventudefugitiva.wordpress.com&amp;blog=3857344&amp;post=524&amp;subd=juventudefugitiva&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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